Lucas Paquetá nunca parou de jogar futebol. Mas por quase dois anos, ele jogou com um peso que nenhum atleta deveria carregar: a possibilidade concreta de ter a carreira encerrada por algo que, ao final, ficou provado que não cometeu. Agora, na Copa do Mundo 2026, ele está na beira de conquistar algo que parecia impossível durante aquele período sombrio: o título de titular da Seleção Brasileira.
O que Paquetá disse sobre os dois anos de pesadelo
Em entrevista recente, Paquetá rompeu o silêncio sobre o período em que foi acusado de manipulação de apostas pela Federação Inglesa de Futebol. As palavras foram duras: "Era uma coisa que me afetava mais profissionalmente, mas que acabava afetando totalmente na minha vida, na minha relação até com a família. Era difícil dar um sorriso, brincar com as crianças. Isso me matava. Esse momento me machucou muito."
A declaração revela o custo real de dois anos de processo. Não apenas a carreira ameaçada — havia suspenções de 10 anos sendo discutidas, o que na prática significaria o fim. Havia a pressão psicológica de não poder trabalhar em paz, de não saber o que aconteceria, de ter o nome manchado mundialmente por algo que ele negava.
O Manchester City, os títulos perdidos e o dinheiro que não veio
Quando o escândalo estourou, Paquetá estava a um passo de uma das transferências mais lucrativas da sua carreira: o Manchester City de Pep Guardiola tentava contratá-lo. O clube estava no seu momento de auge — tinha acabado de vencer a Champions League. Um salário muito acima do que recebia no West Ham esperava por ele.
A acusação travou tudo. Paquetá ficou no West Ham enquanto o City seguia em frente. Perdeu os títulos que poderia ter conquistado com a equipe de Guardiola. Perdeu o salário. Perdeu a visibilidade de jogar em um clube que lhe daria dimensão europeia diferente. E perdeu a sequência na Seleção Brasileira — foi desconvocado no período mais crítico do processo.
Tudo isso com base em indícios que, ao final do processo, não foram suficientes para condená-lo. A Federação Inglesa acusou, investigou por quase dois anos e não encontrou provas. Paquetá foi inocentado.
A inocência provada — e a pergunta que fica
A absolvição foi completa. A defesa de Paquetá desmontou o caso construído pela FA. Não houve condenação, não houve punição, não houve nenhuma restrição à sua carreira. O processo se encerrou sem o menor impacto formal sobre o jogador.
O que ficou foi o dano. Dois anos de pressão pública, de ausência na Seleção, de carreira paralisada em vez de avançar. De não poder controlar a narrativa sobre o seu próprio nome no mundo inteiro. E a pergunta legítima que fica: se ele foi inocentado, quem responde pelo que foi feito com ele?
A Federação Inglesa conduziu um processo que durou quase dois anos e terminou sem condenação. Do ponto de vista jurídico e humano, o dano está feito — e ele é imenso. Há quem defenda que Paquetá deveria processar a FA pelo que deixou de ganhar e pelo que foi exposto publicamente. O direito existe. A decisão é dele.
A volta por cima começa agora
Paquetá escolheu voltar ao Flamengo — o clube onde começou, onde se sente feliz, como ele mesmo disse. E voltou à Seleção Brasileira. No amistoso contra o Panamá no Maracanã, entrou no segundo tempo e impressionou: marcou, participou das jogadas, mostrou tudo o que faz dele um jogador insubstituível quando está bem.
Agora, segundo apuração junto a fontes dentro da CBF, ele é o reserva com mais chances de se tornar titular na Copa do Mundo 2026. A informação circula internamente: Ancelotti ficou impressionado com o que viu. O jogador que era considerado uma baixa do futebol brasileiro há dois anos pode começar a estreia contra Marrocos em 13 de junho no MetLife Stadium — o mesmo estádio que vai receber a final do torneio.
A história do Paquetá, como foi dito na Jovem Pan, dá um livro. E o capítulo mais importante ainda está sendo escrito. Para acompanhar cada detalhe da preparação da Seleção, os jogos do Brasil na Copa 2026 têm o calendário completo da Copa 2026.
Fonte: Jovem Pan Esportes — BOA DECISÃO? "A INFORMAÇÃO que EU APUREI..."


