Em 13 de junho de 2026, às 19h horário de Brasília, o Brasil entra em campo no MetLife Stadium em Nova Jersey para dar o primeiro passo rumo ao hexacampeonato. O adversário é Marrocos — a seleção africana que chegou à semifinal da Copa de 2022, eliminou Espanha e Portugal e mudou para sempre a percepção do futebol africano no mundo. Não é um jogo fácil. Não é um adversário passivo. E o estádio onde acontece é o mesmo que vai sediar a final do torneio.
O que está em jogo além dos três pontos
Uma vitória na estreia em Copa do Mundo tem um peso psicológico que vai muito além da tabela de classificação. Coloca o grupo em conforto emocional para os jogos seguintes, valida o sistema tático de Ancelotti diante de um adversário de alto nível e manda um recado claro para os times que podem cruzar o caminho do Brasil nas oitavas e quartas.
Uma derrota ou um empate complicado, por outro lado, traz toda a instabilidade que o futebol brasileiro conhece bem: pressão midiática, questionamentos sobre Ancelotti, debates sobre convocação. O grupo que Ancelotti montou precisa de solidez desde o primeiro jogo para que a confiança construída nos amistosos se sustente durante o torneio.
Marrocos: o que o Brasil vai enfrentar
Marrocos está no 11º lugar do ranking FIFA — a seleção mais bem posicionada entre os adversários do Grupo C. O técnico Walid Regragui mantém o sistema que funcionou no Catar: bloco defensivo compacto, ceder a posse para o adversário e atacar em transição veloz pelas laterais. Em muitos aspectos, é o mesmo estilo de jogo que Ancelotti quer o Brasil jogando — dois times que preferem não ter a bola e atacar nos espaços.
A peça mais perigosa de Marrocos é Achraf Hakimi, do PSG. O lateral-direito com velocidade de ponta de ataque vai ser o grande duelo individual do jogo: ele pela direita de Marrocos contra a lateral esquerda do Brasil — o lado de Vinicius Jr. pelo Brasil. Dois dos jogadores mais velozes do mundo no mesmo corredor, indo em direções opostas.
O centroavante Youssef En-Nesyri é o referencial ofensivo — físico, bom no aéreo, perigoso em escanteios e faltas. E o goleiro Bono é um dos mais experientes do torneio. Como detalhado no artigo sobre Marrocos, adversário do Brasil na estreia, Marrocos não é uma equipe que vai se intimidar pelo nome do adversário — provou isso em 2022 contra Espanha e Portugal.
O histórico entre as duas seleções
Brasil e Marrocos se encontraram três vezes na história. Em 1997 e 1998, vitórias brasileiras confortáveis. Mas o jogo mais recente, em 2023, foi uma vitória marroquina por 2 a 1 num amistoso realizado em Tânger — resultado que serviu de alerta para quem subestima a evolução do futebol africano.
A Copa de 2022 consolidou esse recado. Marrocos que eliminou Bélgica, Espanha e Portugal antes de cair para a França na semifinal não é mais uma zebra potencial — é um adversário estabelecido. O Brasil de Ancelotti sabe disso e entra em campo sem a complacência que já custou caro ao futebol brasileiro em outras ocasiões.
Data, horário e como assistir
- Data: sábado, 13 de junho de 2026
- Horário: 19h (horário de Brasília)
- Local: MetLife Stadium, East Rutherford, Nova Jersey, EUA
- Transmissão: TV Globo (sinal aberto) e SporTV
Para o calendário completo com todos os jogos da Seleção na fase de grupos e no mata-mata, os jogos do Brasil na Copa 2026 têm cada data, horário e local. Faltam 11 dias para o Brasil entrar em campo. A contagem regressiva começou.
O histórico recente muda o contexto
A vitória marroquina por 2 a 1 sobre o Brasil em 2023, num amistoso em Tânger, foi o resultado mais recente entre as duas seleções. É uma amostra pequena — amistosos têm pouco valor preditivo — mas sinaliza que Marrocos não tem nenhum complexo de inferioridade diante do Brasil. Jogaram como time, não como coadjuvante.
A campanha de Marrocos nas eliminatórias africanas para 2026 também impressionou: invictos no grupo, com defesa consistente e capacidade de vencer adversários fisicamente superiores. O técnico Regragui mantém a mesma filosofia desde 2022 — e equipes que jogam com identidade clara durante anos tendem a performar bem em torneios onde o tempo de preparação é curto.
Para o Brasil, a chave vai estar no equilíbrio entre construir jogadas pelo meio — onde Casemiro e Bruno Guimarães controlam — e aproveitar os espaços que Marrocos abre nas costas da defesa quando Hakimi avança. Vinicius pelo lado esquerdo, Raphinha pelo direito — os dois precisam ser mais rápidos do que Hakimi nos 90 minutos. É o duelo dentro do duelo que vai decidir o jogo. Para acompanhar como vai evoluir a preparação do Brasil para essa estreia, os " + LJO + " têm todas as atualizações.


