O terceiro adversário do Brasil na fase de grupos da Copa 2026 é Camarões — provavelmente por volta do dia 23 de junho. Dependendo dos dois primeiros resultados, pode ser um jogo em que o Brasil já esteja classificado e Ancelotti possa administrar o elenco. Mas Camarões não é um adversário a ser subestimado — tem história, qualidade individual pontuada e o fator motivação de quem quer fazer história na Copa.
Para entender como esse terceiro jogo se encaixa na estratégia do Brasil, confira a análise tática do Brasil e os jogos do Brasil na Copa 2026 com o calendário completo da Seleção.
Os Leões Indomáveis: uma história de Copa do Mundo
Camarões tem uma das histórias mais ricas do futebol africano em Copas do Mundo. Foi a primeira seleção africana a chegar às quartas de final, em 1990 na Itália — com o lendário Roger Milla em campo aos 38 anos, marcando gols e dançando ao lado da bandeirinha. Aquela campanha mudou para sempre a percepção do futebol africano no mundo.
Desde então, Camarões participou de oito Copas do Mundo, com resultados que variam do extraordinário ao decepcionante. A seleção tem uma tradição de jogadores de alto nível individuais — mas nem sempre consegue transformar essa qualidade individual numa unidade coletiva funcionando bem.
Na Copa de 2022 no Catar, Camarões protagonizou um dos resultados mais curiosos envolvendo o Brasil: venceu a Seleção por 1 a 0 na última rodada da fase de grupos — num jogo em que o Brasil já estava classificado e utilizou uma formação com muitos reservas. O resultado não teve consequências classificatórias, mas ficou no histórico.
Como Camarões joga
A seleção camaronesa alterna entre sistemas de 4-3-3 e 4-2-3-1, com ênfase na velocidade dos atacantes e na fisicalidade no meio de campo. Diferente de Marrocos — que é taticamente sofisticado — e da Croácia — que tem identidade técnica muito clara —, Camarões tem um jogo mais direto, apoiado na qualidade individual dos jogadores em posições-chave.
O pressing alto quando a equipe está bem é uma característica marcante. Camarões gosta de pressionar a saída de bola do adversário — o que pode criar problemas para uma equipe que ainda está ganhando ritmo nos primeiros jogos da Copa. Contra um Brasil já com dois jogos na perna, esse pressing pode encontrar mais resistência.
A inconsistência é o principal problema: em dias ruins, a falta de organização tática expõe a equipe a contra-ataques. Em dias bons, a intensidade física e a velocidade dos atacantes podem surpreender qualquer adversário.
Os jogadores para o Brasil acompanhar
- André Onana (Manchester United): goleiro de nível mundial quando está bem. Ex-Ajax e Inter de Milão, Onana tem reflexos rápidos e boa saída de bola. Pode frustrar o Brasil com defesas difíceis em momentos de pressão.
- Bryan Mbeumo (Brentwood): atacante revelação da Premier League nas últimas temporadas, com números de gol impressionantes. Velocidade, finalização e capacidade de criar do nada. É o jogador mais perigoso de Camarões no momento atual.
- Vincent Aboubakar (Al-Qadsia): centroavante experiente com passagens por Porto e Besiktas. Marcou um gol decisivo contra o Brasil numa Copa anterior. Liderança, presença física e instinto de área.
- Martin Hongla (Hellas Verona): volante com capacidade de recuperação de bola e passes verticais que ativam os atacantes em velocidade.
O que esse jogo pode representar para o Brasil
Se o Brasil chegar ao terceiro jogo já classificado — o cenário esperado —, Ancelotti vai usar a partida para dar minutos a jogadores que estiveram menos em campo. É nesse contexto que a presença de Neymar pode ganhar sentido: uma estreia controlada, com minutos administrados, sem pressão de resultado, para começar a criar o entrosamento que os artigos sobre Neymar na Copa 2026 discutem em profundidade.
Para Camarões, qualquer ponto aqui é precioso. A África vai precisar de pelo menos uma vaga entre os melhores terceiros colocados para além das vagas diretas, e uma vitória ou empate contra o Brasil seria historicamente significativo. As maiores zebras da Copa do Mundo da Copa mostram que zebras acontecem — especialmente quando times já classificados entram com menos intensidade.
O Brasil que entrar em campo contra Camarões precisa ter respeito pelo adversário, independentemente da situação na tabela. Uma derrota desnecessária pode complicar o saldo de gols que pode ser decisivo se o grupo ficar equilibrado. Para todos os detalhes e datas, os jogos do Brasil na Copa 2026 têm o guia completo.


