A Copa do Mundo 2026 começa em 11 de junho — e a grande pergunta que todo torcedor faz antes de cada torneio é a mesma: quem vai escalar? Com 48 seleções e 104 jogos ao longo de 39 dias, os técnicos têm sistemas táticos bem definidos, mas também variáveis e incertezas até o último treino. Aqui estão as escalações prováveis do Brasil e dos principais candidatos ao título, com base nos amistosos mais recentes e nas indicações dos próprios treinadores.
Escalação provável do Brasil
Ancelotti trabalha com um 4-2-3-1 ou 4-4-2 em transição — dois volantes atrás, um meia mais avançado e quatro atacantes rodando pelos lados e pelo meio. A escalação mais provável para a estreia contra Marrocos em 13 de junho:
Alisson; Wesley (ou Danilo), Marquinhos, Gabriel Magalhães, Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães; Raphinha, Danilo Santos (ou Paquetá), Vinicius Jr.; Matheus Cunha.
As dúvidas principais são duas. Na lateral direita, Wesley tem o perfil mais ofensivo mas Danilo oferece mais segurança defensiva — contra o Hakimi de Marrocos, a escolha tem impacto direto no equilíbrio do time. No quarto atacante, Matheus Cunha é o nome mais cotado, mas Endrick e Luiz Henrique pressionam após o 6 a 2 sobre o Panamá. Raphinha joga colado à linha defensiva adversária, pronto para atacar o espaço nas costas dos zagueiros — papel que Ancelotti descreveu como o "melhor do mundo" na função. Como detalha a análise do Brasil x Marrocos, o duelo Hakimi x Vinicius Jr. pelo corredor vai ser o duelo dentro do duelo da estreia.
Escalação provável da Argentina
Lionel Scaloni mantém o 4-3-3 / 4-4-2 que venceu a Copa 2022. A base segue intacta, com Messi no eixo criativo e Lautaro Martínez como referência do ataque:
Emiliano Martínez; Nahuel Molina, Lisandro Martínez, Romero, Tagliafico; Enzo Fernández, De Paul; Mac Allister; Messi, Lautaro Martínez, Julián Álvarez.
A Argentina chega como campeã vigente e com o elenco mais experiente no alto rendimento. Messi, aos 38 anos, pode estar disputando sua última Copa — o que transforma cada jogo em evento histórico. O ponto de interrogação é a profundidade do banco: a Argentina tem titulares de elite mas menos opções de substituição do que Brasil e França.
Escalação provável da França
Didier Deschamps trabalha com um 4-3-3 ofensivo que tem Mbappé como referência central e dois extremos velozes pelos lados:
Maignan; Koundé, Konaté, Upamecano, Theo Hernández; Tchouaméni, Rabiot; Olise, Dembélé, Doué; Mbappé.
A França perdeu Benzema do ciclo mas ganhou Doué e Cherki como alternativas criativas jovens. O ataque é um dos mais profundos do torneio — e Mbappé, que conhece Ancelotti de perto por jogar no Real Madrid, será o grande duelo de gênios caso Brasil e França se encontrem nas fases finais.
Escalação provável da Espanha
Luis de la Fuente mantém o 4-3-3 posicional que venceu a Eurocopa 2024. Lamine Yamal e Nico Williams nos lados, Pedri e Rodri no centro:
Unai Simón; Marcos Llorente, Cubarsí, Laporte, Cucurella; Pedri, Rodri, Fabián Ruiz; Lamine Yamal, Oyarzabal, Dani Olmo.
A Espanha entra como um dos favoritos ao título. Lamine Yamal, com apenas 18 anos, já é considerado um dos melhores jogadores do mundo. O meio-campo com Rodri — se o jogador do City estiver 100% recuperado de lesão — é o mais completo do torneio. A Adidas veste a Espanha nesta Copa e, se os espanhóis chegarem à final, será um dos maiores retornos de patrocínio da marca alemã.
Escalação provável de Marrocos
O adversário do Brasil na estreia, Marrocos de Walid Regragui, joga num 4-3-3 compacto com Hakimi como arma ofensiva principal pela direita:
Bono; Achraf Hakimi, Issa Diop, Aguerd, Mazraoui; Ounahi, El Aynaoui, El Khannouss; Brahim Díaz, El Kaabi, Abde.
Marrocos fecha o bloco, cede a posse e sai em transição rápida pelas laterais. É o estilo que eliminou Espanha e Portugal no Qatar 2022. Brahim Díaz, nascido em Málaga e criado no Real Madrid antes de optar pela Marrocos, é o criador mais técnico do time. Hakimi na direita contra Vinicius Jr. na esquerda do Brasil é o grande duelo individual da estreia.
Escalação provável de Portugal
Roberto Martínez usa o 4-3-3 com Cristiano Ronaldo como referência central do ataque:
Diogo Costa; João Cancelo, Rúben Dias, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes; João Neves, Vitinha; Bernardo Silva, Bruno Fernandes, João Félix; Cristiano Ronaldo.
Portugal tem um dos plantéis mais talentosos do torneio — o problema é que Ronaldo, aos 41 anos, pode não ter mais o nível físico para ser o referencial que o sistema exige. João Neves, do PSG, aos 20 anos, pode ser a maior revelação de Portugal no torneio.
Escalação provável da Alemanha
Julian Nagelsmann usa um 4-2-3-1 com Musiala e Wirtz criando atrás do centroavante. É a Copa do adeus da Adidas — e possivelmente o Mundial do ressurgimento alemão:
Baumann; Kimmich, Nico Schlotterbeck, Tah, Raum; Pavlovic, Goretzka; Havertz, Musiala, Wirtz; Woltemade.
Musiala e Wirtz são dois dos maiores talentos do futebol mundial abaixo dos 25 anos jogando juntos no mesmo time. A combinação dos dois no meio criativo é o maior argumento dos alemães para chegar longe no torneio.
Escalação provável da Inglaterra
Gareth Southgate mantém o 4-3-3 com Bellingham como meia criativo e Kane como referência central:
Pickford; Reece James, Konsa, Guéhi, O'Reilly; Anderson, Rice; Saka, Bellingham, Gordon; Kane.
A Inglaterra chega ao torneio como candidata séria ao título. Kane e Bellingham formam uma das melhores duplas de seleção do torneio, e Declan Rice é o melhor volante inglês em uma geração. A Nike, que patrocina a Inglaterra, terá nos Três Leões um de seus maiores cartões de visita caso os ingleses façam uma boa campanha.
O padrão que une os favoritos
Olhando para todos os candidatos ao título, um padrão emerge: todas as seleções têm pelo menos um jogador de nível excepcional no setor ofensivo capaz de decidir um jogo por conta própria — Vinicius Jr., Messi, Mbappé, Lamine Yamal, Musiala, Bellingham e Cristiano Ronaldo. Em uma Copa do Mundo, a diferença entre avançar e ser eliminado frequentemente passa por um momento de genialidade individual — e esses times têm esse recurso em abundância.
Para o Brasil, a estreia define o tom de toda a campanha. Para acompanhar cada jogo do caminho do Brasil rumo ao hexacampeonato, os jogos do Brasil na Copa 2026 têm o calendário completo com datas, horários e locais. E para entender o adversário da estreia em detalhes, a análise completa de Brasil x Marrocos tem tudo sobre o sistema de jogo de Marrocos e o que o Brasil precisa fazer para vencer.


