Ao final de cada Copa do Mundo, além do troféu que vai para a seleção campeã, a FIFA distribui prêmios individuais aos jogadores e equipes que mais se destacaram ao longo do torneio. São reconhecimentos que vão além dos gols e das vitórias — premiando o melhor jogador, o maior artilheiro, o melhor goleiro e até o time com melhor comportamento dentro e fora de campo.

Esses prêmios fazem parte da história e formato da Copa do Mundo desde 1982 e ajudam a construir o legado individual dos jogadores na competição. Assim como os curiosidades e mistérios da Copa do Mundo, as histórias por trás de cada premiação são parte fundamental da memória afetiva do torneio.

Os cinco prêmios oficiais da Copa do Mundo

Atualmente, a FIFA distribui cinco troféus individuais e coletivos ao final de cada Copa do Mundo:

  • Bola de Ouro: concedida ao melhor jogador do torneio, desde 1982.
  • Chuteira de Ouro (ou Bota de Ouro): entregue ao maior artilheiro da Copa, desde 1982.
  • Luva de Ouro: para o melhor goleiro do torneio, desde 1994.
  • Prêmio de Melhor Jogador Jovem: concedido ao melhor jogador com menos de 21 anos no início do ano da Copa, desde 2006.
  • Troféu Fair Play da FIFA: entregue à equipe com o melhor espírito esportivo dentro e fora de campo, desde 1978.

Entre 1982 e 2002, existia ainda um prêmio especial para o autor do gol mais rápido — um cronômetro de ouro. A tradição foi descontinuada, mas é parte da história das distinções individuais do torneio.

Bola de Ouro: os melhores jogadores de cada Copa

A Bola de Ouro é o prêmio mais prestigiado da Copa do Mundo e historicamente acompanha os grandes nomes que definiram suas gerações. O recorde pertence a Lionel Messi, único jogador a ter vencido a Bola de Ouro em mais de uma edição: o argentino foi premiado em 2014 (quando a Argentina foi vice-campeã) e novamente em 2022 (quando finalmente conquistou o título).

Outros vencedores históricos da Bola de Ouro incluem Garrincha (1962), Johan Cruyff (1974), Michel Platini (1982, mas o prêmio foi retroativamente atribuído a Dino Zoff por alguns critérios), Diego Maradona (1986 — considerado por muitos o maior desempenho individual da história do torneio), Ronaldo Nazário (1998 e 2002) e Zinedine Zidane (2006 — mesmo tendo sido expulso na final após a cabeçada em Materazzi).

O caso de Zidane em 2006 é um dos mais debatidos na história do prêmio: ser expulso na final e ainda assim vencer a Bola de Ouro mostra o quanto seu torneio havia sido dominante até aquele momento.

Chuteira de Ouro: os maiores artilheiros premiados

A Chuteira de Ouro (ou Bota de Ouro) é entregue ao maior artilheiro do torneio desde 1982. Quando dois jogadores terminam com o mesmo número de gols, o desempate é feito por assistências — critério implementado a partir de 2010 para tornar a disputa mais justa.

O caso mais curioso da história da Chuteira de Ouro foi em 1994, quando o russo Oleg Salenko e o búlgaro Hristo Stoichkov empataram com 6 gols cada e dividiram o prêmio. Salenko havia marcado cinco gols em uma única partida — recorde ainda não superado — mas sua seleção foi eliminada na fase de grupos.

Em 2022, o francês Kylian Mbappé conquistou a Chuteira de Ouro com 8 gols, incluindo um hat-trick na final — Copa em que a França perdeu para a Argentina nos pênaltis. Foi a segunda Chuteira de Ouro de Mbappé, que já havia vencido o prêmio de Melhor Jogador Jovem em 2018.

Luva de Ouro: os goleiros que brilharam nas Copas

A Luva de Ouro, entregue ao melhor goleiro desde 1994, tem um palmarés dominado por nomes que definiram posições geracionais. O espanhol Iker Casillas venceu o prêmio em 2010, na Copa que a Espanha conquistou pela primeira vez. O alemão Oliver Kahn foi premiado em 2002 — Copa em que a Alemanha foi vice-campeã, com Kahn se tornando o único goleiro da história a receber também a Bola de Ouro do torneio.

Em 2022, o argentino Emiliano Martínez conquistou a Luva de Ouro com atuações decisivas — especialmente na semifinal contra a Holanda e na disputa de pênaltis da final contra a França. Suas comemorações provocativas e exuberantes tornaram-se parte do folclore daquela Copa.

Prêmio de Melhor Jogador Jovem

Criado em 2006, o Prêmio de Melhor Jogador Jovem já revelou ao mundo alguns dos nomes que dominariam o futebol nas décadas seguintes. Lukas Podolski foi o primeiro vencedor, em 2006. Kylian Mbappé ganhou em 2018, aos 19 anos, numa Copa em que foi determinante para o título francês. Em 2022, o troféu foi para o espanhol Gavi.

Na Copa 2026, os olhos estarão voltados para Endrick, o jovem atacante do Brasil e Real Madrid, e para outros talentos que podem usar o torneio como trampolim para a consagração mundial. A convocação da Seleção para a Copa 2026 mostra quem são os jovens que Ancelotti escolheu para representar o Brasil.

O peso dos prêmios no legado de cada jogador

Os prêmios individuais da Copa do Mundo têm um peso especial no legado de um jogador porque o torneio acontece apenas a cada quatro anos — tornando cada edição uma janela única e irrepetível. Muitos jogadores que dominaram o futebol de clubes por anos nunca conseguiram brilhar no palco mundial, tornando os prêmios da Copa ainda mais exclusivos e disputados.

Para acompanhar quem são os favoritos ao título da Copa 2026 e os candidatos a vencer esses prêmios em 2026, o contexto histórico dos prêmios anteriores é essencial. A Copa 2026 terá 104 jogos — e muitas histórias novas para contar.