No dia 18 de maio de 2026, Carlo Ancelotti revelou a lista dos 26 jogadores que vão defender o Brasil na Copa do Mundo 2026. Depois de meses de especulações, lesões, novelas e expectativas, o técnico italiano apresentou o grupo que vai buscar o hexacampeonato nos Estados Unidos. A convocação trouxe confirmações esperadas, ausências que doem e surpresas que o mundo não esperava.

O caminho até esta lista foi longo e cheio de reviravoltas. A saga da CBF para contratar Ancelotti, detalhada em Ancelotti e a CBF, foi um capítulo à parte. Mas o italiano está aqui — e agora é hora de falar de futebol.

Os confirmados: o núcleo do time de Ancelotti

Vinicius Jr. é o grande nome da Seleção e chega ao torneio como um dos melhores jogadores do mundo. O atacante do Real Madrid tem sido decisivo nas últimas temporadas e chega com confiança total para liderar o ataque brasileiro. Ao lado dele, Rodrygo e Raphinha completam um trio de ataque rápido, técnico e incisivo que pode ser letal contra qualquer defesa do mundo.

Endrick, prodígio do Real Madrid com apenas 19 anos, também está na lista. Ancelotti já o conhece bem do clube espanhol — vantagem óbvia na comunicação dentro de campo. Gabriel Martinelli (Arsenal) entra como peça de velocidade e pressão no ataque.

No meio de campo, Bruno Guimarães é o pulmão da equipe — sua capacidade de cobrir espaço, recuperar bolas e iniciar jogadas é fundamental para o estilo de Ancelotti. Na defesa, Marquinhos lidera como capitão, com Gabriel Magalhães (Arsenal) e Bremer (Juventus) como dupla de zagueiros titular.

As ausências que doem: Estevão e Militão fora

A maior dor da convocação foi a ausência de Estevão. O jovem atacante do Chelsea era presença quase certa na lista — até a lesão no joelho que o tirou de combate. A situação completa dos jogadores lesionados está detalhada em lesões de craques para a Copa 2026.

Éder Militão, zagueiro do Real Madrid, também ficou fora por lesão. A ausência do defensor é uma baixa significativa — Militão tinha se consolidado como titular absoluto e sua experiência no futebol europeu fazia diferença. Em seu lugar, Ancelotti optou por Gabriel Magalhães e Bremer como dupla de zagueiros.

A polêmica: Neymar foi convocado?

Nenhum assunto gerou mais debate do que a possível convocação de Neymar. O atacante vinha se recuperando de lesão no joelho pelo Al-Hilal e enviou sinais de que estaria disponível. Todo o debate em torno da convocação de Neymar para a Copa 2026 dividiu torcedores, especialistas e a própria comissão técnica durante semanas.

Ancelotti tomou uma decisão pragmática: Neymar não foi convocado. O técnico avaliou que o atleta não tem ritmo de jogo suficiente após quase dois anos afastado dos gramados. A decisão foi corajosa e gerou reações intensas. Precisamos de jogadores em condições físicas ideais. Neymar é um gênio, mas neste momento o grupo está completo com jogadores que estão jogando, explicou Ancelotti na coletiva.

Como Ancelotti vai escalar o Brasil

Ancelotti é conhecido por adaptar seu esquema ao elenco disponível. Com o Brasil, a tendência é um 4-3-3 fluido, com liberdade para os meias se projetarem e os laterais participarem ativamente do ataque. Vinicius Jr. deve atuar pelo lado esquerdo com liberdade para cortar para o meio, enquanto Raphinha faz o mesmo pelo direito.

No meio, a base deve ser Bruno Guimarães como pivô defensivo, com Paquetá e Andreas Pereira nas posições de meia. O esquema lembra muito o que Ancelotti usa no Real Madrid — triangulações rápidas, pressão alta e transições em velocidade.

A defesa com Marquinhos e Gabriel Magalhães atrás de dois laterais ofensivos — Yan Couto pela direita e Guilherme Arana pela esquerda — promete um Brasil que não vai abrir mão da posse de bola nem da pressão no campo adversário.

As surpresas da lista

Savinho, do Manchester City, foi chamado apesar de ainda jovem e com pouca experiência em grandes torneios. O atacante tem velocidade e dribles que podem ser armas valiosas para entrar no segundo tempo e desequilibrar a defesa adversária.

Outro nome que surpreendeu foi Rayan, do Bayer Leverkusen, cuja temporada europeia impressionou Ancelotti antes de assumir o comando da Seleção. O jovem meia tem qualidade técnica acima da média e pode ser a carta na manga do técnico nas fases eliminatórias.

A expectativa pelo hexacampeonato

O Brasil não conquista uma Copa do Mundo desde 2002 — são 24 anos de jejum, a maior seca da história da Seleção. A pressão sobre Ancelotti e este grupo é imensa, mas o técnico parece imune a ela. Vamos jogar para ganhar. É a única forma de trabalhar, declarou o treinador.

Para entender toda a jornada que nos trouxe até aqui, da situação do Brasil nas Eliminatórias ao anúncio da convocação, este é o momento mais aguardado do futebol brasileiro em quase um quarto de século. O Brasil entra em campo no dia 12 de junho. O hexacampeonato espera.

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