Com 48 seleções pela primeira vez na história, a Copa do Mundo 2026 apresenta um formato de grupos que promete mais surpresas, mais futebol e mais histórias para contar. São 12 grupos de quatro seleções cada, com os dois primeiros de cada chave avançando para as oitavas de final — além de oito terceiros colocados com melhor campanha. O resultado é um torneio mais inclusivo, mais competitivo e muito mais longo do que o mundo estava acostumado a ver.
Para entender melhor a grandiosidade desta edição e a história e formato da Copa do Mundo, basta olhar os números: 104 jogos em 16 cidades-sede espalhadas por três países. Mais futebol, mais Drama, mais Copa. E o Brasil está no centro de tudo isso, no Grupo E, com uma missão clara: avançar em primeiro e poupar energia para as fases que realmente importam.
O formato dos grupos na Copa 2026
Com 48 seleções divididas em 12 grupos de 4, a fase de grupos da Copa 2026 funciona assim: cada seleção joga 3 partidas dentro do grupo. Os dois primeiros colocados de cada grupo se classificam diretamente. Os oito melhores terceiros colocados (de um total de 12) também avançam, completando os 32 classificados para as oitavas de final.
Isso significa que uma seleção pode perder uma partida na fase de grupos e ainda assim avançar — o que aumenta a imprevisibilidade e a emoção do torneio. Ao mesmo tempo, cria situações em que uma derrota no último jogo pode significar eliminação dependendo de outros resultados simultâneos. A tensão matemática da fase de grupos nunca foi tão intensa.
O Grupo E: o caminho do Brasil
O Brasil foi sorteado no Grupo E, ao lado de Marrocos, Croácia e Cameroun. É um grupo desafiador, mas plenamente administrável para um elenco da qualidade da Seleção.
Marrocos é a principal ameaça. Semifinalista em 2022 no Catar, a seleção africana impressionou o mundo com sua organização defensiva e sua intensidade física. Jogar contra os marroquinos exige concentração máxima desde o primeiro minuto. Croácia, vice-campeã em 2018 e semifinalista em 2022, tem tradição, experiência e qualidade técnica suficientes para surpreender qualquer adversário. Cameroun, por sua vez, é o adversário mais acessível — mas não deve ser subestimado.
Os grupos mais difíceis da Copa 2026
O Grupo A reúne Argentina (atual campeã mundial), Portugal, Tunísia e Bolívia — provavelmente o grupo mais aguardado do torneio. O confronto entre Argentina e Portugal na fase de grupos é um dos jogos mais esperados da história recente das Copas.
O Grupo B tem França, Bélgica, México e Austrália — três seleções com tradição e uma Copa cheia de emoção garantida. O Grupo C reuniu Espanha, Holanda, Chile e Senegal, outro grupo com enorme qualidade técnica. O Grupo D tem Inglaterra, Alemanha, Irã e Jamaica — dois gigantes europeus no mesmo grupo, o que já garante que pelo menos um deles terminará no máximo em segundo lugar.
Os favoritos em cada grupo
Em linhas gerais, os favoritos ao primeiro lugar de cada grupo são as seleções mais consolidadas do torneio: Brasil (Grupo E), Argentina (Grupo A), França (Grupo B), Espanha (Grupo C), Inglaterra (Grupo D), Alemanha (Grupo D como segundo favorito), Holanda (Grupo C), Portugal (Grupo A como segundo favorito) e assim por diante.
Mas as Copas do Mundo sempre reservam surpresas. Em 2022, Japão eliminou Alemanha e Espanha na fase de grupos. Em 2018, México venceu a Alemanha. Em 2002, Senegal eliminou a França campeã. A história das curiosidades e mistérios da Copa do Mundo está cheia de zebras que ninguém esperava.
O que esperar da fase de grupos em 2026
Com 12 grupos jogando simultaneamente nos últimos dias da fase, os torcedores terão que dividir a atenção entre múltiplos confrontos decisivos. O novo formato cria mais cenários de classificação e mais situações de tensão matemática — equipes que precisam vencer por uma diferença específica de gols para superar a terceira posição, por exemplo.
Outra novidade é que os oito melhores terceiros colocados avançam, o que significa que uma seleção como o México, histórica no grupo das oitavas mas raramente passando daí, pode ter mais espaço para respirar e se desenvolver ao longo do torneio.
O Brasil no caminho para as oitavas
Se o Brasil se classificar em primeiro no Grupo E — cenário esperado pela maioria dos analistas — enfrentará o segundo colocado do Grupo F nas oitavas. Uma fase de grupos bem administrada pode significar um caminho mais fácil nas fases eliminatórias.
A Seleção chega à Copa 2026 com Carlo Ancelotti no comando, depois de toda a turbulência da situação do Brasil nas Eliminatórias. O elenco tem qualidade, o técnico tem experiência em torneios eliminatórios de alto nível, e o Brasil tem 24 anos de jejum que precisam chegar ao fim. Os grupos são apenas o começo — mas um começo que define tudo.


