A Copa do Mundo de 2026 vai entrar para a história antes mesmo de uma bola rolar. Com 48 seleções, 104 jogos e três países-sede simultâneos pela primeira vez, esta edição quebra recordes em praticamente todas as categorias imagináveis. Do número de participantes à premiação em dinheiro, da capacidade total dos estádios ao número de torcedores esperados, a Copa 2026 é uma edição que redefine o que é possível num torneio esportivo.

Para entender o tamanho dessa transformação, basta comparar com as edições anteriores. Confira os curiosidades e mistérios da Copa do Mundo que fazem parte da história do torneio e veja como cada Copa do Mundo foi quebrando seus próprios recordes ao longo das décadas.

48 seleções: o maior campo de batalha da história

O principal recorde da Copa 2026 é o número de participantes. Pela primeira vez na história, 48 seleções disputam o torneio — um aumento de 50% em relação às 32 que competiam desde 1998. A mudança foi aprovada pela FIFA em 2017 e representa a maior transformação no formato do torneio em quase três décadas.

Com 48 seleções divididas em 12 grupos de 4, o torneio ganha mais países da África (de 5 para 9 vagas), Ásia (de 4,5 para 8,5), CONCACAF (de 3,5 para 6,5) e Oceania (de 0,5 para 1). A Copa 2026 é, literalmente, mais global do que qualquer edição anterior.

104 jogos: mais futebol do que nunca

Com 48 seleções, o número de jogos saltou de 64 (formato anterior) para 104 partidas. São 40 jogos a mais — e cada um deles tem potencial de ser histórico. O torneio se estende por 39 dias, de 11 de junho a 19 de julho de 2026, tornando-se também a Copa do Mundo mais longa de todos os tempos.

Para as emissoras de TV e plataformas de streaming, isso significa mais horas de transmissão, mais publicidade e mais receita. Para os torcedores, significa mais futebol por mais tempo — o sonho de qualquer apaixonado pelo esporte.

Três países-sede: uma Copa continental

Pela primeira vez na história, três países sediam a Copa do Mundo simultaneamente. Estados Unidos (com 11 cidades), México (com 3) e Canadá (com 2) formam uma sede continental que cobre uma área de mais de 15 milhões de km². As equipes e torcedores precisam cruzar fronteiras internacionais para acompanhar o torneio — uma novidade logística sem precedentes.

A Copa 2026 também é a primeira a acontecer num país que já sediou o torneio antes junto com outros que nunca tinham sediado (EUA sediou em 1994, México em 1970 e 1986, Canadá estreia como sede). Uma combinação única de experiência e novidade.

Premiação recorde: US$ 1 bilhão em jogo

A FIFA anunciou que a premiação total da Copa 2026 será de US$ 1 bilhão — um recorde absoluto na história do torneio. O campeão receberá US$ 40 milhões (ante os US$ 42 milhões de 2022, mas com bônus por classificação que podem elevar o total). As seleções eliminadas na fase de grupos receberão pelo menos US$ 9 milhões cada — mais do que muitas seleções recebiam por chegar às oitavas nas edições anteriores.

Essa premiação recorde é possível graças ao crescimento exponencial dos direitos de transmissão, patrocínios e receitas de ingressos. A Copa 2026 deve gerar mais de US$ 11 bilhões em receitas para a FIFA — um novo recorde financeiro do torneio.

Público esperado: o maior de todos os tempos

A FIFA projeta que a Copa 2026 atraia mais de 5,5 milhões de torcedores aos estádios durante toda a fase de grupos e eliminatórias — superando o recorde de 3,5 milhões de 1994 nos EUA. Com estádios maiores e mais jogos, a capacidade total do torneio é historicamente inédita.

Além do público presencial, a FIFA estima que a Copa 2026 seja assistida por mais de 6 bilhões de pessoas ao redor do mundo pela televisão e streaming — superando os 5 bilhões da Copa do Catar em 2022. O torneio mais assistido de todos os tempos está prestes a se tornar ainda maior.

O recorde que o Brasil quer quebrar

No campo esportivo, o Brasil quer quebrar seu próprio recorde de jejum. São 24 anos sem título mundial — e a Copa 2026 é a oportunidade de encerrar essa espera. Para entender o contexto da Seleção que chega a este torneio, vale revisitar a história e formato da Copa do Mundo e a situação do Brasil nas Eliminatórias.

A Copa do Mundo de 2026 já é histórica antes de começar. Quando o Brasil erguer a taça — se erguer — o momento será ainda mais especial: o hexacampeonato numa Copa de recordes, numa Copa que o mundo inteiro vai assistir, numa Copa que ficará na história do futebol para sempre.

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