O Brasil se despediu da torcida brasileira com uma goleada. Na noite deste domingo, 31 de maio, diante de mais de 72 mil torcedores no Maracanã, a Seleção de Carlo Ancelotti venceu o Panamá por 6 a 2 no penúltimo amistoso preparatório antes da Copa do Mundo de 2026. Com seis marcadores diferentes e duas equipes completamente distintas em cada tempo, o jogo mostrou a profundidade do elenco e deixou o torcedor animado para a estreia em 13 de junho contra Marrocos.
Vini Jr abre em 59 segundos — e o Brasil nunca mais olhou para trás
Antes de o relógio completar um minuto, o Brasil já estava em vantagem. Vinícius Júnior recebeu o passe de Bruno Guimarães após uma pressão no campo de ataque, avançou e acertou um chute forte de longa distância para vencer o goleiro Orlando Mosquera. 1 a 0 com 59 segundos de jogo.
O Panamá respondeu aos 13 minutos: Amir Murillo cobrou falta desviada na barreira e a bola entrou no canto direito de Alisson. Empate inesperado que sacudiu o Maracanã. Mas o Brasil retomou o controle antes do intervalo — Casemiro desviou de cabeça um chute de Vinicius aos 38 minutos para fazer 2 a 1 e garantir a virada no primeiro tempo.
Ancelotti muda dez jogadores no intervalo — e o Brasil explode
A grande curiosidade tática do jogo veio no vestiário. Ancelotti havia anunciado antes da partida que usaria o amistoso como laboratório, e cumpriu: no intervalo, manteve apenas o zagueiro Léo Pereira em campo e substituiu os outros dez jogadores simultaneamente. Foi literalmente outro time na segunda etapa.
O time reserva jogou com mais intensidade e produziu quatro gols em 31 minutos:
- Rayan (7'/2ºT): encobriu o goleiro após falha na saída de bola panamenha — 3 a 1
- Lucas Paquetá (14'/2ºT): finalizou após jogada coletiva — 4 a 1
- Igor Thiago (17'/2ºT): aproveitou cruzamento para fazer 5 a 1
- Danilo Santos (35'/2ºT): fechou o placar brasileiro em 6 a 1
O Panamá ainda descontou com Harvey aos 38 minutos do segundo tempo para o placar final de 6 a 2.
As escalações completas
1º tempo — Brasil: Alisson; Wesley, Bremer, Léo Pereira e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Matheus Cunha, Raphinha, Vinícius Júnior e Luiz Henrique. Técnico: Carlo Ancelotti.
2º tempo — Brasil: Ederson; Ibañez, Danilo, Léo Pereira e Douglas Santos; Fabinho e Danilo Santos; Endrick, Igor Thiago, Rayan e Lucas Paquetá.
Panamá: Mosquera; Murillo, Escobar, Córdoba e Andrade; Harvey, Blackman e Rodríguez; Bárcenas, Ismael Díaz e Waterman. Técnico: Thomas Christiansen.
Vale notar que Marquinhos, Gabriel Martinelli e Gabriel Magalhães — os três brasileiros que disputaram a final da Champions League no sábado — não participaram do jogo e se apresentarão ao grupo nos próximos dias.
O que o placar significa para a preparação
O 6 a 2 contra o Panamá não deve ser lido apenas como resultado — deve ser lido como informação tática. Ancelotti confirmou o sistema 4-2-4 que vem desenhando, com dois volantes e quatro homens no ataque. A linha ofensiva com Vinicius, Raphinha, Matheus Cunha e Luiz Henrique criou situações de gol com consistência no primeiro tempo. A pressão alta no campo de ataque funcionou — foi assim que saiu o primeiro gol.
O segundo tempo mostrou que o elenco tem reservas de qualidade. Rayan, Igor Thiago e Danilo Santos são jogadores que podem entrar e mudar jogos — exatamente o que a análise tática do Brasil de Ancelotti identificou como necessário para o estilo de Ancelotti funcionar: um banco capaz de manter a intensidade.
O próximo teste é no dia 6 de junho, contra o Egito em Cleveland — já nos Estados Unidos. Depois disso, o Brasil estreia na Copa em 13 de junho contra Marrocos, adversário do Brasil na estreia. Para acompanhar todo o calendário, os jogos do Brasil na Copa 2026 têm as datas e horários completos.
72 mil no Maracanã: a despedida que o Brasil precisava
O número 72.140 pagantes no Maracanã diz algo sobre o momento do futebol brasileiro. Era um amistoso preparatório contra o Panamá — não uma final, não uma eliminatória decisiva — e mesmo assim o estádio esteve praticamente lotado. A torcida compareceu para ver a Seleção ao vivo pela última vez antes da Copa, para torcer junto, para sentir o que vem aí.
A atmosfera foi de Copa desde o primeiro minuto. Quando Vinicius marcou em 59 segundos, o Maracanã explodiu com a intensidade de quem havia esperado muito tempo por esse momento. O Brasil não vence uma Copa do Mundo há 24 anos — e essa torcida sabe disso. Cada jogo pré-Copa carrega o peso dessa espera.
Ancelotti, numa declaração pré-jogo, disse que estava ansioso para ver o Maracanã pela primeira vez como técnico da Seleção. Não decepcionou. O italiano viveu a experiência de um dos estádios mais barulhentos do mundo com 72 mil torcedores empurando o Brasil — uma prévia do que a nação espera durante a Copa.
A Seleção embarca para os EUA — próxima parada: Cleveland
Com a vitória, o Brasil encerrou sua preparação em solo brasileiro. Nos próximos dias, o grupo viaja para os Estados Unidos onde enfrenta o Egito em Cleveland no dia 6 de junho — o último amistoso antes da estreia oficial. Marquinhos, Gabriel Martinelli e Gabriel Magalhães, que jogaram a final da Champions League no sábado, se juntam ao grupo nos próximos dias.
Depois do Egito, o cronograma é Copa: estreia em 13 de junho contra Marrocos no MetLife Stadium em Nova Jersey, segundo jogo em 19 de junho contra o Haiti na Filadélfia, e terceiro jogo em 24 de junho, adversário a confirmar. Como detalhado nos grupos da Copa 2026, o Brasil está no Grupo C ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia. Para o calendário completo com todos os horários, os jogos do Brasil na Copa 2026 têm tudo atualizado.


